COMENTÁRIOS DESTRUTIVOS




A maioria de nós, sem nos apercebermos, gastamos em média muito mais tempo a falar mal de terceiros e de outros do que o tempo gasto a falar bem de nós próprios.

E o que é que acontece?

Quando fazemos isso de uma forma sistemática, aquilo que nós estamos a fazer na verdade é revelar algo da nossa personalidade, às vezes até de uma forma inconsciente, que não gostamos ou que não lidamos bem, e a melhor forma que encontramos é tentar espelhar isso no outro.

Existe um estudo desenvolvido por uma universidade nos Estados Unidos, a Wake Forest, que mostra claramente que essas experiencias de críticas desconstrutivas são processadas da mesma parte do cérebro responsável pela recompensa por exemplo de dor.

Tive uma conversa recente com o Marshall Goldsmith. O Marshall é um dos coaches de renome nos Estados Unidos, trabalha uma lista infindável de nomes que constam da revista Forbes, e ele próprio assumia, “olhe, eu cada vez que prevarico a falar mal de alguém pago cerca de 20 dólares e aquilo que eu faço é, ao final do mês faço avaliação do dinheiro já gasto e obviamente que no próximo mês tento reduzir o número de vezes que falo mal das pessoas. Isso é uma técnica, até porque me sobra a mim mais tempo para estar a falar bem de mim próprio”.

Ao percebermos que fazemos isso de uma forma constante e que não conseguimos ultrapassar mesmo com essas técnicas trabalhar o nosso autoestima, punirmo-nos com uma verba mensal como faz o Marshall é, efetivamente,  ponderar a pedir ajuda a ultrapassar essa etapa.

Dessa forma torna-nos muito mais fácil sermos eficazes da forma como fazemos uma crítica.

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